quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DISCERNINDO ENTRE OS CONSELHOS


Assim que seu bebê nasce você começa a receber uma enxurrada de conselhos.

E são tantos, de tantas pessoas diferentes, que não é raro, aliás, é até muito comum, que alguns sejam conflitantes. Mas o fato de serem conflitantes não significa que são conselhos furados, que estão errados ou que você precise desconfiar.

Normalmente se uma pessoa lhe dá um conselho é porque deu certo para ela. Isto legitima seu conselho. Mas pode não dar para você.

Conosco não foi diferente. Começou no hospital mesmo.

A primeira amamentação é muito difícil, porque nem a mãe sabe como fazer o bebê mamar nem o bebê sabe como fazer para mamar. Ambos estão aprendendo ali.

Ficamos em um hospital muito bom da cidade e a equipe de apoio foi realmente fantástica. As enfermeiras tentaram nos ajudar em tudo (e em muito nos ajudaram de fato), mas quanto à amamentação de Giovanna, alguma coisa não estava legal.

Elas deram muitas orientações técnicas (e úteis) sobre a altura ideal, o contato ideal, a posição das mãos, da coluna, etc. Mas o resultado final não era bom para Rejane, e Giovanna também não parecia muito feliz em estar ali.

Depois de algumas tentativas, quando mais parecia que mãe e filha brigavam, recebemos a visita preciosa (em todos os sentidos) de nossa querida amiga e irmã, Denísia (espero ter escrito o nome dela certo), com as duas filhas, Rute (ou Ruth, não sei) e Rebeca (não me digam que é Rebecca?!)

Com no máximo 02 minutinhos, ela ajeitou Giovanna daqui e dali, e a bichinha logo mamava feito uma bezerrinha. Dava gosto ouvir os “shlep-shlep’s” da mamada dela!

Ali aprendemos algo.

Tem muitas maneiras de se amamentar um filho (algumas erradas, com certeza), mas você tem de encontrar a sua.

E assim é em tudo quando o assunto é criação de filhos.

Não falo aqui de princípios, ok? Falo de algo que Pedro chamou de discernimento.

“Maridos, vivei a vida comum do lar com discernimento...” (I Pedro 3:7a)

Ora, eu preciso de discernimento para o que não está claro. Então não estamos falando de princípios, que são claros e requerem obediência pura e simples.

A disciplina, por exemplo, é um assunto tratado de maneira absolutamente técnica, quase matemática, nas Escrituras. Sua aplicação é o resultado simples da expressão “fé + obediência (prática)”.

Mas a vida comum de que Pedro falava requer discernimento. Discernir é conhecer de maneira distinta, saber claramente e estabelecer diferença. Nesse esforço, ao fazermos distinção entre uma coisa e outra, podemos errar, seja por excesso ou omissão.

A única garantia que temos de discernir corretamente, entre tantos conselhos e palavras e testemunhos, é recebendo isto de Deus.

Assim, concluo que criar filhos é um milagre.

Muito além, portanto, de uma capacidade minha apenas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA


Reparem na foto abaixo...


Reconhecem alguém?

Bem, deixa eu ajudar.

O ano era 1974 (nota-se pelos figurinos, não?).

A "cocotinha" ali, de anabela e vestidinho curto, é ninguém menos que a Sra. Rosa da Silva Souza, mais conhecida como Dona Cidinha, minha querida mãe ("quem te viu, quem te vê, hein, mãe?!").

Ao seu lado, bem ao estilo Odair José, e dando-lhe um "respeitoso" (pra não dizer "tímido") abraço à distância, eis que vemos o Sr. Sebastião de Souza Filho, vulgo Seu Tião (ou Seu Miaggi, para alguns engraçadinhos), meu pai e meu herói.

E pousando placidamente nos braços juvenis de minha mãezinha, aquela criança de rosto singelo e, por assim dizer, até certo ponto angelical, era (e é) este que vos escreve.

Sim, meus senhores!

Muito legal, não?

Descobrimos essa foto recentemente, cheirando à naftalina, no meio daquela bagunça que normalmente temos na casa da gente.

Agora, notem no detalhe...



Parece-se com alguém que vocês conhecem?


Olhem de novo!


Pode até ser só "corujice" mesmo, mas eu achei a cara dum, focim doutro.

Mas ainda há tempo.

Tomara, Deus tenha misericórdia da bichinha, coitada, e a livre de se parecer comigo lá na frente.

Principalmente no caráter deformado.

"Querida filha,

que o Senhor te ensine os meios de se parecer com Ele

onde seus pais não consigam,

por mais que o queiram,

imprimir e forjar em você

a imagem de Jesus,

o Único Belo, afinal!

Amamos muito você, princesa!"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"NADA MAIS IMPORTA"

Lá se vão (hoje) 49 dias desde o nascimento de Giovanna.

Mas quero voltar ao dia 15 de setembro, precisamente às 16:52 hs.

Quando vi o corpinho frágil de Giovanna sair da barriga de Rejane, tudo parou.

Para quem não se lembra, ou não sabe, dias antes soubemos que Giovanna estava com uma circular de cordão (que é quando o cordão umbilical dá uma volta, ou mais, ao redor do pescoço do bebê).

Sem contar toda a tensão que já cerca o nascimento de um bebê, quando se sabe que há ainda outros agravantes, essa tensão aumenta; e muito.

Tudo o que queríamos, portanto, era que toda aquela "angústia" acabasse logo.

Por isso, ver Giovanna foi só um início.

A emoção é grande, sem dúvida. Mas logo você ainda quer saber das notícias ("Como ela está?").

E a lembrança da circular de cordão ainda estava "quente" na cabeça da gente lá.

A gente só queria que ela estivesse bem.

Nada mais importava naquele momento.

Por conta de toda a emoção, não percebi que Giovanna não chorava. Notei sim que ela estava mais "roxinha", é verdade. Mas disseram-me que era comum, quando o parto envolva casos de circular de cordão.

Só percebi isso no vídeo que minha cunhada, Heloína, fez.

Finalmente, tudo deu certo.

Mas nada mesmo importa senão que um(a) filho(a) seu nasça bem.

Penso em Deus agora.

E como eu Lhe importo.

"Bendito seja o Senhor!"

domingo, 2 de novembro de 2008

AGRADECIMENTO


Eu, aliás, nós não poderíamos deixar de fazer aqui um agradecimento mais do que especial.

Esse aí da foto é o Dr. Wilson Eustáquio, o instrumento que Deus usou para nos trazer Giovanna.

"Dr. Wilson,

Já tentamos lhe transmitir toda a nossa gratidão por tamanha notabilidade no tratamento que nos foi dispensado.

Entretanto, sempre que nos lembramos, parece que deixamos algo ainda, que faltou alguma coisa.

Até que essa inquietação pare, seguiremos agradecendo-lhe mais.

A Bíblia diz: "Honra, a quem honra", e o senhor e sua equipe nos constrangeu com tamanho profissionalismo, mas, sobretudo, pelo caráter humano e pessoal durante todo o nosso tempo no Mater Dei.

Giovanna está ótima, e em breve lhe fará uma visita, quando espero também finalmente entregar-lhe a carne de sol prometida (lembra?).

Mais uma vez muito obrigado e que o senhor prossiga abençoando e se deixando abençoar por Deus, o Autor da Vida que muitas vezes lhe vem às mãos.

À sua família, nosso sincero e caloroso beijo.

Dos amigos,

Carlos, Rejane e Giovanna, a pequena Gigio."

LIÇÕES DE GIOVANNA

Oi, gente.

A partir de agora, as postagens aqui serão, hã, por assim dizer, um pouco mais sérias.

Isso porque eu pretendo compartilhar com vocês um pouquinho daquilo que tem sido também compartilhado a mim mesmo: o privilégio de ser pai.

Pra começar, devo dizer que acho que encontrei o significado do nascimento de Giovanna para mim...

Giovanna não veio para que eu pudesse aprender a ser pai.

Giovanna veio para que eu pudesse aprender a ser filho.

É o que me tem parecido.

É o que me desafia.

E é também o que me faz temer, e muito.

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